domingo, 23 de novembro de 2014
Pós-modernismo pode ser entendido como o processo que caracteriza o desenvolvimento das manifestações estéticas da cultura ocidental. Entretanto, ele se deixa perceber mais claramente em países desenvolvidos como França e Estados Unidos, do que em países menos desenvolvidos, como o Brasil. Desta forma, é fato que existam diferenças histórico-culturais que caracterizam o contexto brasileiro em relação ao europeu e o norte-americano.
POEMA SOBRE POS MODERNISMO
Sentado sobre a pirâmide do Universo
Desmonta-se o verbo da carne
Falece a palavra do verso (e)
Sobre o ser cresce
O que logo adiante falece
Nenhuma felicidade se oferece
Na imensa solidão do mercado
As gentes condenadas
São gentes marcadas
Na introspecção de nadas
Ah! A Poesia da felicidade
Fede na latrina da feliz cidade
Algoz de gentes marcadas:
O preço de cada indivíduo
Venera na gôndola a miséria
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
A idéia de "pós-modernismo" surgiu pela primeira vez
no mundo hispânico, na década de 1930, uma geração antes de seu aparecimento na
Inglaterra ou nos EUA. Perry Anderson, conhecido pelos seus estudos dos
fenômenos culturais e políticos contemporâneos, em "As Origens da
Pós-Modernidade" (1999), conta que foi um amigo de Unamuno e Ortega, Frederico
de Onís, que imprimiu o termo pela primeira vez, embora descrevendo um refluxo
conservador dentro do próprio modernismo. Mas coube ao filósofo francês
Jean-François Lyotard, com a publicação "A Condição Pós-Moderna" (1979), a
expansão do uso do conceito.
Em sua origem, pós-modernismo significava a perda da
historicidade e o fim da "grande narrativa" - o que no campo estético significou
o fim de uma tradição de mudança e ruptura, o apagamento da fronteira entre alta
cultura e da cultura de massa e a prática da apropriação e da citação de obras
do passado.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Pós-modernismo anos 70 e 80
A imagem que temos hoje da arquitetura pós-moderna é associada
principalmente à década de 80. Alguns elementos utilizados nos projetos
desta época fizeram da pós-modernismo imediatamente reconhecível como
estilo, mas foram responsáveis também pela criação de uma imagem
estereotipada e caricatural do "movimento". O uso irônico exagerado de
referências históricas, a repetição sem critério do uso do frontão como
elemento de coroação do prédio, ou a explosão de cores, são alguns desses elementos. Estes foram compreendidos como um estilo a ser repetido e não como crítica à austeridade sisuda do chamado modernismo.
O pós-modernismo na arquitetura tem também uma forte ligação com os espaços comerciais e sua expressão máxima: o centro comercial, como por exemplo o Norte Shopping em Matosinhos, onde se nota uma clara referência eclética ao passado. Esta ligação fez com que o estilo fosse associada à nova cultura do consumo, representando valores passageiros e menores. Esta noção foi reforçada pela adoção do estilo por grandes empresas internacionais, que buscavam uma nova imagem corporativa. O edifício da AT&T de Philip Johnson é o principal exemplo desta tendência.
O pós-modernismo na arquitetura tem também uma forte ligação com os espaços comerciais e sua expressão máxima: o centro comercial, como por exemplo o Norte Shopping em Matosinhos, onde se nota uma clara referência eclética ao passado. Esta ligação fez com que o estilo fosse associada à nova cultura do consumo, representando valores passageiros e menores. Esta noção foi reforçada pela adoção do estilo por grandes empresas internacionais, que buscavam uma nova imagem corporativa. O edifício da AT&T de Philip Johnson é o principal exemplo desta tendência.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
O pós-mordenismo no Brasil
No Brasil o modernismo tem como marco
simbólico a Semana de Arte Moderna realizada na cidade de São Paulo em
1922. Foi um movimento de grande importância para a literatura no país e
é considerado um divisor de águas na história da cultura brasileira.
Segundo o professor Alfredo Bosi “a semana foi, ao mesmo tempo, o ponto
de encontro das várias tendências modernas que desde a I Guerra se
vinham firmando em São Paulo e no Rio de Janeiro, e a plataforma que
permitiu a consolidação de grupos, a publicação de livros, revistas e
manifestos, numa palavra, o seu desdobra-se em viva realidade cultural.”
Segundo Ítalo Moriconi, modernismo é igual à modernização mais
conscientização nacional. É o Brasil ajustando as lentes para melhor
olhar-se a si mesmo. Dele nasceram as bases contemporâneas da autoestima
brasileira. A literatura modernista no Brasil assumiu aspectos
peculiares, só em certa medida, provenientes da moderna literatura feita
na Europa. Autores como Oswald de Andrade, conscientes da situação de
estagnação em que se encontrava as letras brasileiras, foi “beber”
algumas ideias nas diversas correntes de vanguarda europeia. Ao
contrário da literatura dos estilos anteriores, que de certa forma não
passavam de adaptações europeias, o modernismo, defendia a antropofagia,
metáfora para representar a “digestão” da cultura estrangeira que
estava sendo importada.
Como surgiu o pós modernismo?
A
idéia de "pós-modernismo" surgiu pela primeira vez no
mundo hispânico, na década de 1930, uma geração antes de seu
aparecimento na Inglaterra ou nos EUA. Perry Anderson, conhecido
pelos seus estudos dos fenômenos culturais e políticos contemporâneos,
em "As Origens da Pós-Modernidade" (1999), conta que foi
um amigo de Unamuno e Ortega, Frederico de Onís, que imprimiu o
termo pela primeira vez, embora descrevendo um refluxo conservador
dentro do próprio modernismo. Mas coube ao filósofo francês
Jean-François Lyotard, com a publicação "A Condição Pós-Moderna"
(1979), a expansão do uso do conceito.Em
sua origem, pós-modernismo significava a perda da historicidade e o
fim da "grande narrativa" - o que no campo estético
significou o fim de uma tradição de mudança e ruptura, o
apagamento da fronteira entre alta cultura e da cultura de massa e a
prática da apropriação e da citação de obras do passado.
O hiper-realismo, porém, sendo uma condição ilusória, entra em choque
com a existência cotidiana concreta, o que provoca na psique do Homem
uma certa perturbação, pois em um determinado momento é difícil
estabelecer as fronteiras entre real e ficção. Esta técnica pode,
facilmente, driblar a vigilância tanto do emissor da mensagem, quanto de
seu receptor, que perdem, assim, o domínio sobre ela. Este é o universo
da espetacularização do noticiário, o qual é, muitas vezes, distorcido
em benefício do show protagonizado pela mídia.
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